segunda-feira, 9 de setembro de 2019

LAMENTO D'ALMA

A noite escura me revela em sombras;
Estou a velar meu pensamentos nus;
No silêncio que assola minh'alma.

Estou vagando pelas desilusões;
Fustigado pela dor que me faz chorar
E em prantos chega a dor de um recordar.

Lembranças amagas que não deixam-me sonhar.

Sombras perpassam em espírito caos.


EM NOME DE DEUS

Na andança pelas estradas de terra
Chão buto batido em barro cru
Um espera de encontrar 
Um alguém que posso dar
Uma rosa perfumada em flor
Para seguir andando em viagem
Rumo a terra de Allah
Onde possa eu orar em Meca
No mês de Ramadã.

SEMPRE AMAR

Amo-te e não posso negar tamanho sentimento
Porque se eu dizer que não te amo estou me traindo
E sei que Deus é testemunha da minha sinceridade,

Quem diz em mentiras que não ama é porque mente
E torna-se um ser infortunado pela mentira atroz
Porque nega em si o sentimento nobre do tempo,

Na escuridão das almas que choram em reza não há verdades,

Não sinto vergonha por amar-te em silêncio gritante.

sábado, 7 de setembro de 2019

YASHIMA MG-MOTOR

   Haidée Santos era uma jovem muito bonita, cabelos negros ondulados, pele branca bronzeado pelo sol do litoral, olhos verdes como a mata virgem e sorriso soslaio pela timidez. Ela morava no centro histórico de João Pessoa e adorava colecionar fotos antigas da cidade. Um dia, em seus passeios, encontrou uma câmara que estava na calçada da Av. General Osório no sentido praça Dom Ulrico. Em um súbito momento ela olhou para todos os lados em ângulos e depois se fixou na câmera, aproximou-se lentamente, agachou-se  e pegou a câmara num brusco movimento, levantou-se, olhou admirada,  sorriu e segui pela rua com a sensação de ansiedade porque pensava que havia roubado. Entrou em vária ruas imaginando paisagens que poderia tirar com a máquina fotográfica. Seus olhos brilhavam, o cabelo balançava com o frescor do vento, sua audição avançada pela ansiedade momentânea a fez ouvir passos, parou, olhou de leve para trás, um casal de namorados fazendo brincadeiras de apaixonados, virou-se para sua direita, alguns carros parados e um senhor de meia-idade atravessando, apresou os passos e deparou-se com uma elegante senhora que logo se desculpou e ela pensou como era boba.

    Quando ela se aproximava da praça, seu semblante de alívio ia se modificando através do rosto angelical, de sobre maneira que não sentia mais o frêmito vibrante da ansiedade, sentou-se no banco da brasa e acabrunhada com o percurso se ironizou balançando a cabeça e rindo suspirou, admirou a bucólica praça e percebeu que era domingo. Levantou-se e seguiu alguns passos atá a Basílica Nossa senhora das Neves. Entrou, admirou a beleza da parte interna do lugar santo para os cristãos, sentou em um dos primeiros bancos, meditou sobre a vida, levantou-se e caminhou sobre o lugar e depois se retirou do lugar, desceu os degrau, olhou a bela imagem e andou um pouco e entrou num táxi.
  - Boa Tarde.
  - Sim!? - O chofer estava um pouco sonolento, havia cochilado, despertou um pouco sonso.
  - desculpe-me! - Um belo sorriso surgiu - Deixe-me na Av, Dom Pedro I, próximo a praça da Independência.
  - Qual lugar mais ou menos da praça? - Perguntou para melhor direcioná-la.
  - Ah! Museu Casa do Artista Popular.
  - Uma máquina fotografia. - Curioso perguntou dando partida.
  - Sim.

    O taxista saiu dirigindo e o lugar ia se distanciando para um novo lugar.


                                                        FIM

O LOBO E A COBRA GIGANTE

O lobo estava solitário, vagava de um lado para o outro procurando seus pais, de repente surgiu em sua frente uma cobra gigante, o lobo assustou-se e escondeu-se atras das pedras. A cobra então  perguntou:
- Estás com medo? assustado? - O som irônico da cabra avermelhada  fez o pequenino lobo tremer e suar de tanto medo.
O silêncio fez menção a continuar:
- Estou com tanta fome! - paralisada, retorcendo-se.
O lobo respondeu:
- Eu não estou com fome. - Brando e assustado.
- Tens medo de uma pobre cobra velha que rasteja pela floresta? - Sorria.
- Não! Eu não tenho medo, já disse...
A cobra interrompeu.
- Por que tens medo? Fale-me?
O lobo saiu de trás das pedras e baixinho respondeu:
- Estou perdido dos meus pais e dos meus irmãos.
A gigante cobra de aproximadamente dez metros disse com carinho:
- Eu te ajudo.
- Como?
 - Levo-o até onde estão seus pais.
O lobo ficou feliz por alguns instantes. Depois, ele pensou: "Ela esta mentindo e que me comer."- prosseguiu - É, acho justo receber ajuda. 
A cobra ficou feliz porque havia conquistado o lobo solitário e ela pensou: " Eu vou ajudar o pequeno." 
- Vamos!
- Espere. - O lobo ainda não acreditava na cobra - Sabes onde estão?
- Sim. Eu sei. - A cobra estava falando a verdade para o lobo pequenino.
- Como sabes? - Desconfiado, perguntou novamente- Nós não somos dessa parte da floresta...Como sabes, hein?
- Muito bem. Eu realmente não sou dessa parte...
- Estás a mentir? - Tristonho ele vez um pergunta duvidosa.
- Estou em todas as partes. Neste momento estou aqui.
O lobo não entendia o que a cobra falava.
- Eu não entendo-a. Ora diz que não é, depois, lodo depois, diz que é...
Interrompeu.
- Eu não sou e ao mesmo tempo sou.
- Vamos! Vamos! - Irada.
O lobo montou na cobra e ela rastejou até chegar perto do lago.
- Pronto.
- Como? Onde está minha família?
- Atravesse a ponte e chegarás lá. 
- Sozinho? - Ele olhou a ponte estreita e longa.
- Eu não posso ultrapassar os limites.
Ele agradeceu e seguiu até chegar feliz perto dos seus.
 "Às vezes sou bondosa."  -  Pensou a gigante cobra quase chorando e regressou para a floresta para poder encontrar um presa para se alimentar.



segunda-feira, 2 de setembro de 2019

A NOITE

As noites versadas;
São palavras cruzadas;
De imensurável poesia;
Com o encanto da magia;
Num eterno espelhar;
Bifurcando-se n'alma;
Um eterno cantarolar;
Onde o mar em ondas;
Declama para nos amar.


ARTE