domingo, 15 de setembro de 2019

ARTE























































sábado, 14 de setembro de 2019

O HOMEM QUE TRABALHAVA NO CAMPO

"Segue teus pés com marcar feridas
No livre caminhar em lágrimas esquecidas."


Tu vives caminhando pelas vertentes floridas
Desta vida de labuta intensante em labirintos
Onde a única esperança é pão de cada dia
E o desejo de deitar-se depois da lida em espinhos
Sofreguidão pela luta dolorido nos campos
És nascente das campinas ensolaradas e verdejantes
Que fragiliza teu corpo em canto
Pelo suor árido da terra em brisa
"Segue teus pés com marcar feridas
No livre caminhar em lágrimas esquecidas."



O VÉU DE LÚCIA

Eu contemplo o Eterno El-Shadday;
No intimo da divina promessa de ser aceita;
No Reino celeste em prece comungada;
Para morar eternamente com o Pai Celestial;
E assim fazer-me presente no seio fraternal;
Em comunhão com a Virgem Maria;
Jesus e todos os anjos celestiais;
Em espirito e graça pela dadiva salvação;

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

GLOSA ( Menina linda do Brasil...)

MOTE
Pelo caatinga querida que abençoa o mundo
Por ser o único bioma tipicamente brasileiro.

GLOSA
Na seresta do meu nordeste
Pássaros voam lá no céu
Acalentando os dias e as noites
Com muita festa e nostalgia
Buscando um refrão em forma de cordel
Que seja só alegria  para amenizar o calor
Que ilumina toda paisagem nordestina
No passeio deslumbrante em rimas
Pelo caatinga querida que abençoa o mundo
Por ser o único bioma tipicamente brasileiro.

MEUS MEDOS ENGANAM-ME

Nos meus sonhos delirantes
No breu da minh'alma 
Tento esconder meu fardo
Que não pode ser pecado
Por eu ser real e não imaginário.

Olho-me no espelho com minha cara metade
Que faz-se telúrica quando eu não desagrado
Que tudo é um desalento nesta tortura real
No breu de sonhar pedindo adeus.
Com tempo de voltar sem eu esperar.
Sérgio Gaiafi

terça-feira, 10 de setembro de 2019

NAS TERRAS DAS PAIXÕES

Paira sobre mim as nuvens que flui dos versos;
Que rimam ao sair da minha boca... 
Com açúcar e com afeto, meus dizeres...
Na sutileza sui generis do acaso carinhoso;
Que em prosa beija-me com mel adocicando;
Sinto-me um carcará das palavras rasgando o céu;
Nos dias quentes das volúpias que escondem-se;
Nas sombras do véu sem chuva que não rasgam o céu;
Num brilhar sobre a terra em nudez poética;
Num sal de corpos caminhando ao léu raiado...
Nas manhãs, tardes e noites, destes sertões em corpos;
Suados de palavras telúricas nos braços das paixões;
Deludias no calor castigante desse meu coração em vós;  
Sombras duma caatinga poetizando a vida sem lamentação.